Relatório da obra aponta que ainda falta investimento de R$ 23 milhões para conclusão da obra; documento será levado ao governo federal.

No AC, empresários apelam a governo e bancada para acelerar entrega da ponte do Madeira Representantes da indústria e comércio do Acre apresentaram nesta terça-feira (10) o relatório da segunda visita técnica à ponte sobre o Rio Madeira, em Rondônia.

O documento, que aponta que ainda faltam R$ 23 milhões para conclusão da obra, vai ser apresentado em Brasília. A ponte que ligará o estado do Acre ao restante do país pela BR-364 é um desejo antigo de toda a população.

A obra vai tirar o Acre da dependência da balsa e deve reduzir o alto custo na travessia do Rio Madeira. As obras iniciaram em 2014.

A primeira previsão de entrega era 2019, a segunda previsão, segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), é que a ponte seja inaugurada em 2020. Em quase 5 anos já foram gastos mais R$ 130 milhões.

“Infelizmente, se nós não tivermos a contratação de um aditivo até o final deste ano, dezembro, ela não saíra em 2020.

Essa é a maior frustração da constatação que tivemos lá no local”, lamentou o presidente da Federação das Indústrias do Acre (Fieac), José Adriano.

Obras da ponte sobre o Rio Madeira iniciaram em 2014 Reprodução/Rede Amazônica Acre Ainda de acordo com o presidente, uma reunião com o governo federal está agendada para que o setor apresente as reivindicações para acelerar a conclusão das obras. "Estamos indo amanhã [quarta,11] a Brasília conversar com o Dnit para procurarmos fazer nossa parte, que é chegar lá e falar da preocupação do povo acreano em concluir esse empreendimento que é tão importante em desenvolvimento”, frisou. Prejuízos A presidente do Sindicato das Empresas de Logística e Transportes do Acre (Setacre), Nazaré Cunha, disse que os prejuízos são imensuráveis. “Não é só o prejuízo financeiro, é de tempo.

O empresário vive de tempo, que é dinheiro para nós.

Então, não dá para admitir, com a tecnologia de hoje que existe no mundo, a gente ter que entrar em um estado através de balsa, que só traz prejuízo para nós com elevado custo e risco”, criticou.